sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Poeta errante ( Poema )

Poeta errante

Ele procurou dentro da beldade,
Uma musa para o inspirar.
Ao fio de alguns anos,
 Olhos fechados, se magoou.

Para esquecer, ele pecou,
Esquecendo de recordar,
Esquecendo as vezes de acordar.
Ele já nem sabia como voltar.

Então ele foi atrás do futuro,
De um passo pesado e coração surdo.
Ele experimentou camas de lírios,
Para noites calmas sem delírios.

Ele aprendeu durante dias,
Uma nova maneira de descansar.
Mas cada vez que acordava,
Ele esquecia de recordar.

Pois ele era um poeta errante,
Que escrevia com sua pena amante…
Procurando uma musa para dormir…
De um sonho tão alto a fim de consumir.

Conceição Rodrigues (17/06/2015)



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